quarta-feira, 23 de julho de 2008
Universia publica dicas para quem quer publicar
Jovem escritor: quer publicar um livro?
Conheça dicas valiosas de quem escreve e de quem publica
quarta-feira, 4 de junho de 2008
Nova editora do grupo Ediouro lança 16 títulos em audiolivros
Seleção tem biografia de Tim e obra de Maitê
EDUARDO SIMÕESDA REPORTAGEM LOCAL
Mercado que nos Estados Unidos já responde por cerca de 10% do volume total de vendas das editoras, os audiolivros ainda engatinham no Brasil e permanecem como sinônimo das antigas leituras da Bíblia feitas por Cid Moreira. No início de julho, o país terá sua primeira grande empreitada no segmento, com a chegada da Plugme, nova editora do grupo Ediouro, que lançará 16 títulos em formato de CD, e outros exclusivamente para download em MP3 em www.plugme.com.br.
O investimento foi de R$ 1 milhão. Com "tiragem" inicial de 5.000 cópias -mesma média de livros impressos no mercado brasileiro-, cada lançamento em CD vai custar entre R$ 24,90 e R$ 29,90. Já os arquivos para baixar pela internet ficarão entre R$ 14,90 e R$ 19,90. Os textos foram adaptados e os arquivos de áudio terão entre cinco e oito horas de duração. Depois do primeiro pacote, a Plugme pretende lançar de dois a quatro novos títulos por mês.
Best-sellers
A primeira leva de lançamentos da Plugme tem best-sellers como "Alô, Chics!", narrado pela própria autora, a consultora de moda Gloria Kalil, e "Uma Vida Inventada", livro de memórias de Maitê Proença, lido pela própria atriz, num "duo" com Irene Ravache.
Em alguns casos, a narração também lançará mão de um expediente comum ao audiolivro no exterior: a contratação de atores famosos. Caso de Milton Gonçalves, que lê "A Vida Como Ela É", de Nelson Rodrigues, de Humberto Martins, que recita o best-seller "Marley e Eu", e de Paulo Betti, que deu voz a "A Lição Final", livro em que o professor americano Randy Pausch fala de sua vida depois de receber o diagnóstico de uma doença terminal.
Os lançamentos não se limitam ao catálogo da Ediouro. Em uma segunda leva, a Plugme vai colocar no mercado títulos da coleção "Folha Explica", da Publifolha (entre eles os dedicados a Chico Buarque, Machado de Assis e Clarice Lispector, somente para download). Também há títulos da Martins Fontes e da Objetiva - caso de "Vale Tudo - O Som e a Fúria de Tim Maia", com direito ao autor Nelson Motta fazendo imitações do cantor biografado. As editoras parceiras terão uma cota dos lucros relacionada ao preço de capa do audiolivro.
A promoção dos audiolivros inclui várias ações. O publicitário Lula Vieira, diretor de marketing da Ediouro, diz que a editora vai distribuir "amostras" durante a sexta edição da Festa Literária Internacional de Parati, que acontece entre os dias 2 e 6 de julho. O investimento em propaganda, que incluirá ainda peças em rádio, televisão, cinema, jornais e revistas, deve chegar a R$ 700 mil, soma já prevista no orçamento inicial de R$ 1 milhão.
Osinski também vai lançar um "portal da voz". Pelo número 4003-7272, o consumidor poderá ouvir trechos, ou até mesmo um capítulo inteiro, de um determinado audiolivro da Plugme.
quinta-feira, 27 de março de 2008
Maravilhosa perdição - prepare o bolso
De volta a Fortaleza, empolgadamente fiz uma revisão de todos os sebos que conhecia. Eu ia muito ao da Igreja Redonda e à Arte e Ciência. Descobri no Orkut que o que bom por aqui é o do Seu Geraldo e que tem uma Ong Emaús com um super saldão aos sábados (além de livros, vinis e outras coisas também lá).
Fica a lista para conferirmos:
* Sebo do Geraldo R 24 de maio, 950 - Centro. Telefone : (85) 3226-2557
* ONG Emaús - feira promovida pela Emaús. A renda é convertida para a comunidade no Pirambu. R. Tomáz Gonzaga, 266. Fone: 286 5180. Só abre aos sábados, pela manhã!
* Taberna Libraria: Rua Alves Texeira, 2090, Dionísio Torres - tel: 261.5871.
*Richard - 25 de março, 1087 - Fone: 254-6673
* Livraria Arte & Ciência. Lj 1 Av. 13 de maio, 2400-Benfica e Lj 2 Major Facundo, 954- Centro
* D. Socorro, que fica na AV. Jovita Feitosa bem na Praça da Igreja Redonda.
* Sebo Naza - Rua Gel. Sampaio, 1375, Benfica - Fortaleza- CE Tel: (85) 226-4485
* Banca Carrossel - Rua Fernando Faria de Melo, 193, Vila Manoel Sátiro. Tel. 483.4786
* Cantinho do Livro - Rua Pedro Pereira, 311, sala 3, Centro. Tel. 221.2755
* Casa dos Livros - Rua 25 de março, 1087, loja 9, Centro. Tel. 254.6673
* Casa dos Livros / 2ª sede - Rua General Sampaio, 1684. Tel. 231.3987
* Estação do Livro - Rua Major Facundo, 970. Tel. 231.0404/226.5818
* Fanzine - Rua Pedro I, 583. Tel. 252.3660
* Livraria Arte e Cultura - Rua Pedro Pereira, 873. Tel. 221.2917
* Livraria Cosmovisão - Av. Barão do Rio Branco, 3020. Bairro de Fátima. Tel. 243.6392
* Só livros - Travessa Morada Nova, 20, Centro. Tel. 231.6405
quinta-feira, 6 de março de 2008
Saraiva compra Siciliano! Vixe!
"Saraiva compra a Siciliano 16:59
Depois de uma negociação longa, que se arrastou por quase um ano, a Saraiva comprou a Siciliano, a maior rede de livrarias do país. Pagou 60 milhões de reais. São 63 lojas, em quatorze estados brasileiros - quase o dobro do número de lojas da Saraiva, que é dona de 36 lojas. Com a compra a Saraiva passa a ter 20% do mercado livreiro do país.
(Atualização, às 17h17: dois grandes editores ouvidos agora externaram uma espécie de consenso sobre as conseqüências desse negócio. A conseqüência boa: as dívidas da Siciliano serão zeradas. Estima-se que a inadimplência da Siciliano com as editoras seja de 13 milhões de reais. O efeito ruim: o poder de fogo da Saraiva sobre as editoras é agora o de uma bomba atômica."
Ê para nós consumidores resumidamente monopólios nunca são bons, imagine numa área em que as editoras e as distribuidoras já são monopólios...
terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
Um outro vazio
A Editora atuava nessa área há 70 anos e já publicou clássicos como "Mandrake" (o mágico que defendia a justiça com a cartola, lembram?), "Recruta Zero", "Spirit", "Batman", "Flash Gordon", "Turma da Mônica", "Gasparzinho", "Brasinha", "Tex", "Riquinho", "Homem-Aranha" e "Os Quatro Fantásticos". A matéria completa no site OhaYO!: http://www2.uol.com.br/ohayo/v4.0/Comics/bancasbrasileiras/fev18_globo.shtml.
Me pergunto se as crianças sentirão falta das HQ. Será que nem vão notar?
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008
"Fazemos quase tudo por um par de olhos"
Para quem não acredita, um texto do diretor executivo da LB, Jason Prado, traz dados surpreendentes sobre o mercado editorial brasileiro: "As principais editoras brasileiras pertencem a grupos estrangeiros, os verdadeiros donos do mercado. O setor fatura US$ 1,2 bilhão por ano, metade dos quais do Governo (MEC); entre 92 e 2002 foram comercializados 3,3 bilhões de livros no Brasil, ou seja: 20 por pessoa, 70 por domicílio, 14 mil por escola e 595 mil por cidade, pondo em cheque todas as estatísticas divulgadas. Onde estão?".
"Os livros, sozinhos, não fazem leitores". Por isso, a ONG atua em diversos segmentos. Em seu site www.leiabrasil.org.br estão disponíveis diversos, diversos mesmo, textos sobre leitura e leitores no link “Para pensar a leitura”. Eles são muito úteis para educadores e professores que trabalham nessa área, além de interessantes para quem gosta do assunto.
Além disso, a Leia Brasil desenvolve projetos como caminhões-biblioteca, treinamento de educadores, publicações e projetos de “seduções de leitores”, como contadores de histórias, peças de teatro, shows e encontros com autores. Tudo sob o lema: "Fazemos quase tudo por um par de olhos..."
segunda-feira, 28 de janeiro de 2008
O vazio que você deixou...
O ano começou carente para quem gosta de ler e se informar sobre leitura. Esse foi o primeiro mês, após 32 números, que ninguém leu a revista Entrelivros. A Editora Duetto cancelou a publicação por causa das baixas vendas. A revista, que começou em 2005, com tiragem entre 10 e 15 mil exemplares estava com menos de 10 rodando. Os assinantes receberam em dezembro um e-mail assinado pelo gerente de assinaturas da Duetto informando do fim da publicação e afirmando que receberiam correspondência a partir de janeiro para resolver questões financeiras (afinal, eles já pagaram né?). Aliás, alguns assinantes receberam, outros estavam pela página do Orkut se maldizendo e eu, por exemplo, não sou mais assinante e recebi também.
A Duetto vai continuar com a marca "EntreLivros", para as publicações especiais "Caderno EntreLivros" e "Biblioteca EntreLivros". O complicado é que a maior propaganda das publicações especiais era a revista mensal. Como o leitor vai saber sobre elas agora? O site www.revistaentrelivros.com.br continua sem nenhuma referência ao fim dela. A última postagem no blog mantido pela editora, no entanto, foi em 12 de novembro.
Pessoalmente, eu tinha parado de assinar a Entrelivros extremamente chateada com ela. Primeiro, eles deixaram de publicar a coluna do Umberto Eco, que fechava a revista, sem a menor explicação ao leitor. Nem uma palavra no Editorial, nem no rodapé da coluna que substituiu. Acho que esperavam que ninguém notasse. Mandei um e-mal para a Redação e um mês depois me responderam que houve uma mudança de linha editorial (vamos combinar que faltou dinheiro, né?). Depois, a coluna voltou.
E a distribuição era um pesadelo. A revista de janeiro chegava em fevereiro, de fevereiro em março e a de março
Uma lástima que uma editora que já havia tido a coragem de sair com um material de qualidade para um público tão específico e pequeno no Brasil não atentasse para questões básicas e primordiais como distribuição e atendimento ao leitor. Os textos eram ótimos e eu tinha colunistas como Milton Hatoum e o próprio Eco.
Para quem gosta de ler sobre ler as opções são poucas. A Cult, que surgiu há dez anos como revista literária, hoje é de cultura em geral e muito existencialismo. A proprietária Dayse Bragantini disse em entrevista ao jornal O Globo que a tiragem é de 25 mil exemplares dos quais 30 % ficam no mercado paulista. O resto vai principalmente para o Sul do país. Segundo ela, as vendas no Rio de Janeiro são um fracasso. Vamos nem imaginar no Nordeste. Há seis anos, a revista quase fecha. Foi quando Dayse a comprou da Lemos Editorial. O site é http://revistacult.uol.com.br.
Já a Bravo é uma revista de quase tudo de cultura no Rio e